XVI FoMerco 2017, Salvador de Bahia

Eixo 1. Territórios, fronteira e migrações
Karina Benito, Universidad de Buenos Aires, FCS/IIGG/CONICET

Maria Adélia Aparecida de Souza, Universidade de São Paulo

O fenômeno migratório constitui pontes entre diferentes territórios e ultrapassa as fronteiras dos Estados. As relações culturais que se estabelecem através da mobilidade humana constituem fatores chave para aprofundar os processos de integração regional. O objetivo é reunir trabalhos cujos interesses estejam vinculados aos três elementos: migrações, fronteiras e territórios, através da análise dos processos políticos, sociais, econômicos, ideológicos, jurídicos e demográficos que estes elemementos originam a partir de diversas perspectivas.
Eixo 2. Movimentos sociais, democracia e conflitos socioambientais
Edvaldo Moretti, Universidade Federal de Grande Dourados

Silvana Lucato, Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul

O eixo agrupa reflexões referentes à participação dos movimentos sociais na constituição do território e as alternativas propostas pelos movimentos para o processo de desenvolvimento regional. Considera as análises no território rural e a compreensão da questão agrária na região do MERCOSUL e sua participação no desenvolvimento. O eixo tem como premissas a valorização da sustentabilidade nas análises do desenvolvimento regional, nos seus diferentes aspectos sociais, econômicos e políticos.
Eixo 3. Integração e cooperação econômica regional
Hugo Agudelo, Universidade Estadual de Maringá

Frederico Katz, Universidade Federal de Pernambuco

O objetivo do eixo é estimular a reflexão sobre os impactos econômicos da cooperação e integração nos espaços (semi) integrados da América Latina e as perspectivas de longo prazo desse processo num cenário globalizado. O contexto de heterogeneidade estrutural da região torna possível analisar a estagnação do processo, produto das medidas de política econômica de curto prazo adotadas para resolver problemas conjunturais internos que colidem com os objetivos da integração.
Eixo 4. Integração política: convergências e divergências
Fabricio Pereira da Silva, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Camila De Mario, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”

Esse eixo discute convergências e divergências políticas nos processos contemporâneos de integração na América Latina. Num período marcado por crises políticas e ascensão de governos de direita, os modelos de integração propostos nos últimos anos vêm sendo colocados em questão. Isso se reflete em disputas no interior de blocos e entre propostas distintas como os modelos de integração social e os TLC. Pretendemos debater especificamente os impactos dessas transformações nos arranjos democráticos, nas instituições e no exercício da cidadania nos espaços de integração.
Eixo 5. Desafios teóricos para a integração regional
Flávia Guerra Cavalcanti, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Leonardo Granato, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

O objetivo deste eixo é reunir trabalhos cujo interesse se volte a refletir sobre os desafios da Integração Regional enquanto campo de estudos interdisciplinar em construção. O escopo se constrói a partir de opções teóricas e posicionamentos epistemológicos diversos, sendo temas de interesse a questão do objeto e do método, a definição de agendas de pesquisa, assim como o impacto que as diversas experiências de integração trazem para o campo.
Eixo 6. Estado e atores institucionais da integração regional
Karina Pasquariello Mariano, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”

Regiane Nitsch Bressan, Universidade Federal de São Paulo

Os processos de integração são promovidos pelos governos, mas o seu desenvolvimento pressupõe a participação e envolvimento de outros setores do Estado e da sociedade. Este eixo discute questões relacionadas à interação entre as estruturas estatais nacionais e as instâncias da integração regional. Neste sentido, há uma preocupação com a institucionalidade da integração e sua relação com o aprofundamento desses processos.
Eixo 7. Comunicação, informação e poder
Filipe Reis Melo, Universidade Estadual da Paraíba

Leonardo Valente, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Relações entre a mídia, as relações internacionais, a opinião pública, os centros de decisão política públicos e privados. Como a informação pode contribuir para o fortalecimento ou para o enfraquecimento das ideias nas sociedades.
Eixo 8. Diversidades e direitos humanos na América do Sul
Jayme Benvenuto, Universidade Federal da Integração Latino-Americana

Vera Alves Cepeda, Universidade Federal de São Carlos

A América Latina é descrita como um ambiente político, social e cultural multiverso, comportando estudos sobre sua diversidade de projetos nacionais vinculados à perspectiva dos direitos humanos e dos direitos sociais. Neste eixo pretende-se abrigar pesquisas comparadas entre estados nacionais ou realidades locais relacionados à diversidade política, cultural, social, sexual e ao regime dos direitos humanos e políticas de equidade e justiça social.
Eixo 9. Políticas públicas, desenvolvimento e integração 
Juan Retana Jiménez, Universidade Federal Fluminense

Edison Rodrigues Barreto Jr. Universidade Federal Fluminense

O objetivo deste eixo é gerar reflexão sobre as políticas públicas que buscam promover o desenvolvimento sócio-produtivo dos países, regiões e localidades. São bem-vindas as análises das políticas que tenham efeitos sobre o processo de integração regional além daquelas de cunho comparativo entre os países da América Latina. O escopo das políticas públicas para o desenvolvimento pode contemplar as políticas econômicas, sociais, urbanas, ambientais, culturais, educacionais, de inovação, entre outras.
Eixo 10. Universidades, integração e desenvolvimento regional
Daniela Perrota, Universidad de Buenos Aires

Mônica Aparecida Rocha da Silva, Universidade Federal de Tocantins

O eixo tem como objeti vo mapear e discutir políticas públicas voltadas para o fortalecimento da Educação e da integração no âmbito do Mercosul Educacional. A partir de uma perespectiva comparada com outros experimentos regionias, pretende refletir sobre a Educação como um dos elementos centrais de um nova ciclo integracionista para a América Latina.
Eixo 11. Integração, cultura e arte
Mônica Leite Lessa, Universidade Estadual do Rio de Janeiro

Ana Wortman, Universidad de Buenos Aires, Instituto Gino Germani

Este eixo congrega pesquisas sobre a dimensão cultural em seus diversos aspectos e com destaque para sua importância na dinâmica da integração regional. “Sistema de referência coletiva própria a cada Estado/sociedade”, a cultura traduz e produz desenvolvimento econômico e social, sob variadas expressões artísticas, diversificadas indústrias, gerando políticas nacionais e internacionais, e, portanto, constituindo-se como parte indissociável das relações entre Estados/sociedades.
 Eixo 12. Segurança, defesa e política externa
Thomas Heye, Universidade Federal Fluminense

Alexandre Fuccille, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”

A proposta deste eixo é congregar pesquisadores que se dedicam às temáticas Segurança, Defesa e Política Externa – seja de forma isolada ou articulando estas diferentes dimensões –, com o objetivo de fomentar uma reflexão sobre os possíveis caminhos e experiências deste campo interdisciplinar e os desdobramentos decorrentes à integração regional. Para tanto, convidamos a apresentarem estudos, prospectivos ou retrospectivos, abordando o estado da arte a respeito da temática em tela.
Eixo 13. América Latina e o Sul Global: novas abordagens, velhos problemas
Alejandro Casas, Universidad de la Republica

Danielle Araújo, Universidade Federal da Integração Latino-Americana

O eixo busca refletir sobre as dificuldades de pensar a América Latina  a partir do Sul, e tem o objetivo de reunir trabalhos engajados em analisar e refletir a luta e a resistência latino-americana frente às propostas hegemônicas nos planos do pensamento, da produção teórico-científica, da educação e da cultura. Também é objetivo do eixo compreender a organização de sujeitos coletivos, que buscam nas suas raízes históricas a força para superar sua condição de subalternidade, por meio de lutas emancipatórias. Conceitos como classe, raça, gênero, dependência, interculturalidade, colonialidade do poder e do saber, utopías, ben vivir que, entre outros, estruturam as sociedades latino-americanas, passam a ser revisitados com olhar crítico e propositivo a partir de suas relações com o chamado Sul Global, e  constituem o campo deste eixo.

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