{"id":16766,"date":"2018-03-06T02:04:31","date_gmt":"2018-03-06T05:04:31","guid":{"rendered":"https:\/\/alacip.org\/?p=16766"},"modified":"2018-03-16T08:42:42","modified_gmt":"2018-03-16T11:42:42","slug":"serie-novos-estudos-africanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alacip.org\/?p=16766","title":{"rendered":"S\u00e9rie Novos Estudos Africanos"},"content":{"rendered":"<p class=\"font_8\">Os Estudos Africanos constituem um campo interdisciplinar de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento sobre a \u00c1frica. Compete a S\u00c9RIE NOVOS ESTUDOS AFRICANOS publicar textos sobre a \u00c1frica e suas Di\u00e1sporas, organizando-os numa l\u00f3gica disciplinar, multidisciplinar ou interdisciplinar ou at\u00e9 transdisciplinar. Recomenda-se o envio de textos oriundos de Ci\u00eancias Humanas, Ci\u00eancias Sociais, Ci\u00eancias Sociais Aplicadas.<\/p>\n<p class=\"font_8\"><strong>Diretores da s\u00e9rie<\/strong>:<\/p>\n<p class=\"font_8\">Prof. Dr. Bas\u00b4Ilele Malomalo (UNILAB)<\/p>\n<p class=\"font_8\">Prof. Dr. Mbuyi Kabunda Badi (FCA\/UAM &#8211; Espanha)<\/p>\n<div id=\"comp-je5qnhs3\" class=\"txtNew\" data-packed=\"true\">\n<p class=\"font_8\">Entre em contato caso tenha interesse em publicar um trabalho, um cap\u00edtulo do livro ou organiza\u00e7\u00e3o de um livro coletivo, nessa s\u00e9rie.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"comp-je5qreed\" class=\"txtNew\" data-packed=\"true\">\n<p class=\"font_8\"><a href=\"https:\/\/docs.wixstatic.com\/ugd\/48d206_2b60bb60289c4e618f688629fb4bbdcc.doc?dn=EDITORA%20FI%20-%20FORMULARIO%20-%20ESTUDOS%20AFRICANOS.doc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-type=\"document\">Baixe aqui o formul\u00e1rio de submiss\u00e3o.<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"comp-je5qnhs3\" class=\"txtNew\" data-packed=\"true\">\n<p class=\"font_8\"><strong>Apresenta\u00e7\u00e3o Completa:<\/strong><\/p>\n<p class=\"font_8\">Os Estudos Africanos constituem um campo interdisciplinar de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento sobre a \u00c1frica. Nascido como um discurso ex\u00f3geno sobre a \u00c1frica, marcado pelo eurocentrismo e racismo, com a cr\u00edtica africana, que emergiu das Ci\u00eancias Humanas, especialmente das disciplinas de Filosofia e Hist\u00f3ria, ele se viu renovado no contexto dos anos de 1950 at\u00e9 1980. A concretiza\u00e7\u00e3o dessa cr\u00edtica foi a publica\u00e7\u00e3o dos oito volumes da Hist\u00f3ria Geral da \u00c1frica (HGA) pela UNESCO. Essa obra sinaliza alguns dos princ\u00edpios da produ\u00e7\u00e3o do conhecimento na \u00c1frica e sobre a \u00c1frica: a interdisciplinaridade (HOUNTONDJI, 2008; KI-ZERBO, 2010) e a vontade pol\u00edtica e epistemol\u00f3gica de n\u00e3o desvincular os Estudos da hist\u00f3ria e das sociedades da \u00c1frica com os de suas Di\u00e1sporas.<\/p>\n<p class=\"font_8\">Os anos oitenta destacam-se pela entrada no campo acad\u00eamico africano e africanista de uma nova gera\u00e7\u00e3o de intelectuais africanos que vem questionando as tomadas de posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e epistemol\u00f3gicas da gera\u00e7\u00e3o anterior (APPIAH, 1997; MUDIMBE, 1996; MBEMBE, 2001). Outro marco interessante deste per\u00edodo, e que continua at\u00e9 hoje, \u00e9 a renova\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o dos Estudos Africanos nos seus espa\u00e7os tradicionais de produ\u00e7\u00e3o, a Europa e os Estados Unidos, e a sua expans\u00e3o para a \u00c1frica e no meio da Di\u00e1spora afro-brasileira (HOUNTONDJI, 2008; PEREIRA, 2006; SLENES, 2009). \u00c9 exatamente esse novo contexto de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento, tendo a Universidade da Integra\u00e7\u00e3o Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira como espa\u00e7o paradigm\u00e1tico que nos motiva a falar de Novos Estudos Africanos.<\/p>\n<p class=\"font_8\">\u00c9 preciso reconhecer que a \u00c1frica n\u00e3o \u00e9 um tema recente dos interesses dos cientistas sociais brasileiros. O africanismo, entendido como formas pseudocient\u00edficas de se estudar esse continente (OBENGA, 2001) existe no Brasil desde os per\u00edodos da escravid\u00e3o. Ninas Rodrigues, Silvio Romeiro, Gilberto Freyre, Jos\u00e9 Hon\u00f3rio, cada um de seu modo, reconheceu a import\u00e2ncia de se estudar a \u00c1frica para se entender a identidade nacional brasileira.<\/p>\n<p class=\"font_8\">No meio da popula\u00e7\u00e3o negra brasileira, a \u00c1frica tamb\u00e9m, foi tema de aproxima\u00e7\u00f5es cientificas ou art\u00edsticas. N\u00e3o somente os espa\u00e7os como candombl\u00e9, congadas, artistas como Lu\u00eds Gama, Mestre Didi, Mestre Bimba, Solano Trindade, mas tamb\u00e9m intelectuais como Guerreiro Ramos, Abdias Nascimento, L\u00e9lia Gonzalez, Ant\u00f4nio Aparecido da Silva, e outros, tentaram se aproximar para conhecer e divulgar a \u00c1frica, reproduzi-la atrav\u00e9s de seus saberes particulares antes da implementa\u00e7\u00e3o da Lei no 10.639\/2003, que institui a obrigatoriedade do ensino de hist\u00f3ria e cultura africana e afro-brasileira nas escolas p\u00fablicas e privadas do pa\u00eds (BRASIL, 2004a; 2004b). Ali\u00e1s, \u00e9 sabido entre n\u00f3s que coube a gera\u00e7\u00e3o dos Movimentos Negros de 1930 e 1970 a reinvindica\u00e7\u00e3o de implementa\u00e7\u00e3o pelo Estado brasileiro de uma mat\u00e9ria escolar que contemplasse os saberes, conhecimentos e valores produzidos pelos africanos e seus descendentes.<\/p>\n<p class=\"font_8\">A publica\u00e7\u00e3o da Lei no 10.639, em 2003, suscitou alguns impactos na sociedade brasileira. O Governo tem trabalhado junto com a sociedade civil, os organicismos internacionais, especialmente a UNESCO, e algumas institui\u00e7\u00f5es do ensino superior p\u00fablicas para a sua efetiva\u00e7\u00e3o e \u00e9 o que vem consolidado direta ou indiretamente os Novos Estudos Africanos desde 2003 no pa\u00eds. Em 2010, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e a Representa\u00e7\u00e3o da UNESCO no Brasil lan\u00e7aram a vers\u00e3o portugu\u00eas dos 8 volumes de Hist\u00f3ria Geral de \u00c1frica. Al\u00e9m disso, implementaram o \u201cPrograma Brasil-\u00c1frica: Hist\u00f3ria cruzadas\u201d que visa \u201cpromover o reconhecimento da import\u00e2ncia da interse\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria africana com a brasileira para transformar as rela\u00e7\u00f5es entre os diversos grupos raciais que convivem no pa\u00eds\u201d (DEFOURNY; HADDAD, 2010).<\/p>\n<p class=\"font_8\">Como a Di\u00e1spora Negra tinha ocupado um espa\u00e7o menor nos volumes anteriores, o nono volume da HGA, que est\u00e1 sendo elaborado, dedicar-se-\u00e1 inteiramente a esse tema. Deve se dizer, de passagem, que \u00e9 o Governo brasileiro que est\u00e1 financiando os custos desse nono volume. Existe ainda uma demanda tem\u00e1tica nos Estudos da hist\u00f3ria da \u00c1frica: visibilizar as lutas de mulheres africanas e da Di\u00e1spora. No momento, a UNESCO j\u00e1 elaborou um site pedag\u00f3gico que est\u00e1 cuidando disso. Talvez, mais tarde, venha a publicar um volume dedicada as mulheres africanas e seus descendentes presentes nas Di\u00e1sporas. Esses novos olhares \u00e9 nos levam a argumentar de que estamos a passar por um per\u00edodo que se possa denominar de Novos Estudos Africanos.<\/p>\n<p class=\"font_8\">Nesse sentido \u00e9 que compete a S\u00c9RIE NOVOS ESTUDOS AFRICANOS publicar textos sobre a \u00c1frica e suas Di\u00e1sporas, organizando-os numa l\u00f3gica disciplinar, multidisciplinar ou interdisciplinar ou at\u00e9 transdisciplinar.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"comp-je5qreed\" class=\"txtNew\" data-packed=\"true\">\n<p class=\"font_8\">\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Estudos Africanos constituem um campo interdisciplinar de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento sobre a \u00c1frica. 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