{"id":28531,"date":"2019-06-23T18:03:13","date_gmt":"2019-06-23T21:03:13","guid":{"rendered":"https:\/\/alacip.org\/?p=28531"},"modified":"2019-06-23T18:38:28","modified_gmt":"2019-06-23T21:38:28","slug":"lanzamiento-de-libro-sem-revolucoes-os-dilemas-das-democracias-neoliberais-andinas-renata-peixoto-de-oliveira-unila","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alacip.org\/?p=28531","title":{"rendered":"Lanzamiento de libro \u00abSem Revolu\u00e7\u00f5es: Os dilemas das Democracias Neoliberais Andinas\u00bb (Renata Peixoto de Oliveira &#8211; UNILA)"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Informaciones en espa\u00f1ol<\/strong>: El livro es fruto de un proyeto de investigaci\u00f3n cadastrado en la UNILA (Brasil) y coordinado por la investigadora. Parte de sus discusiones centrales fueron posibles a partir de las ponencias presentadas en congresos pasados de Alacip en las ediciones 2012, 2013, 2015 y 2017 y de los trabajos realizados con el grupo de investigaci\u00f3n DALC-Alacip. El prefacio del libro fue escrito por el profesor Godofredo Vidal de la Rosa (M\u00e9xico) el fundador del grupo DALC.<\/p>\n\n\n\n<p><br>La obra est\u00e1 disponible en Portugu\u00e9s en librerias de Brasil y librerias online. En el sitio web de la editora APPRIS existe la opci\u00f3n e-book.<br>A partir de fines de junio la autora realizar\u00e1 una serie de actividades de promoci\u00f3n de este trabajo.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Abajo el link de un art\u00edculo de la autora en el sitio web del observatorio de los EEUU acerca de algunas tem\u00e1ticas centrales de esta publicaci\u00f3n<br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.opeu.org.br\/2019\/06\/18\/uma-america-andina-sem-revolucoes-e-com-a-presenca-dos-eua\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.opeu.org.br\/2019\/06\/18\/uma-america-andina-sem-revolucoes-e-com-a-presenca-dos-eua\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Informa\u00e7\u00f5es da obra (em portugu\u00eas; conforme site do Observat\u00f3rio Pol\u00edtico dos Estados Unidos\/OPEU)<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A inger\u00eancia dos Estados Unidos na Regi\u00e3o Andina demonstra como esta se tornou a porta de entrada dos interesses da pot\u00eancia hemisf\u00e9rica em nosso continente. O Plano Col\u00f4mbia (1999), o golpe contra Ch\u00e1vez (2002), a crise separatista na Bol\u00edvia (2008) e a atual crise Venezuelana (2017-) s\u00e3o exemplares do envolvimento e da relev\u00e2ncia desta regi\u00e3o em termos geopol\u00edticos e estrat\u00e9gicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima d\u00e9cada, o mercado editorial nos brindou com relevantes e importantes an\u00e1lises sobre os pa\u00edses andinos, notadamente, aqueles que se converteram em epicentro de profundas transforma\u00e7\u00f5es sociais, pol\u00edticas e econ\u00f4micas, como a Venezuela, o Equador e Bol\u00edvia. A chamada&nbsp;<em>Onda Rosa<\/em>&nbsp;monopolizou nossas aten\u00e7\u00f5es e, recentemente, fomos impactados(as) pelo suposto retorno do neoliberalismo por meio de movimentos conservadores e de um papel ainda mais preponderante dos Estados Unidos para solapar as revolu\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas e corrigir a rota.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, \u00e9 preciso ressaltar que tr\u00eas pa\u00edses sul-americanos, situados na regi\u00e3o Andina, n\u00e3o participaram do momento anterior, mantendo-se firmes \u00e0 via neoliberal e tamb\u00e9m a seus modelos de democracia representativa e liberal, sem apresentar transforma\u00e7\u00f5es dignas de nota. Assim sendo, Col\u00f4mbia, Peru e Chile s\u00e3o experi\u00eancias \u201cSem Revolu\u00e7\u00f5es\u201d e que apresentam dilemas e desafios em suas experi\u00eancias democr\u00e1ticas neoliberais. Este \u00e9 o intuito da obra que acabo de lan\u00e7ar pela editora Appris, fruto de pesquisa e trabalhos desenvolvidos, ao longo dos \u00faltimos anos, no projeto de pesquisa intitulado \u201cModelos de desenvolvimento e densidade democr\u00e1tica: um exerc\u00edcio comparativo entre Chile, Peru e Col\u00f4mbia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Conhecer a hist\u00f3ria pol\u00edtica, os desafios quanto ao caminho trilhado para o desenvolvimento pela via neoliberal e as incongru\u00eancias desses modelos \u00e0s suas democracias se torna elemento essencial para qualquer an\u00e1lise pretendida que considere as rela\u00e7\u00f5es entre estes pa\u00edses e os EUA e a avalia\u00e7\u00e3o que a superpot\u00eancia precisa fazer da regi\u00e3o. Curiosamente, enquanto a academia estadunidense, os&nbsp;<em>think tanks<\/em>&nbsp;e o pr\u00f3prio governo se aprofundam no conhecimento da realidade sul-americana e, em especial, da realidade andina, n\u00f3s mesmos nos tornamos profundamente ignorantes de suas din\u00e2micas e processos pol\u00edticos, sociais e econ\u00f4micos centrais.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes tr\u00eas pa\u00edses conformaram um eixo de resist\u00eancia neoliberal, condizente com os interesses dos Estados Unidos e em oposi\u00e7\u00e3o marcada ao eixo bolivariano.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Eixo neoliberal<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O Chile \u00e9 o baluarte das experi\u00eancias pretendidas pelos Estados Unidos, ao realizar pela via autorit\u00e1ria reformas de cunho liberalizante que se tornaram o modelo, tanto para o receitu\u00e1rio do Consenso de Washington na d\u00e9cada de 1980 quanto para a nova guinada ultraliberal da segunda d\u00e9cada do s\u00e9culo XXl. O presidente Sebastian Pi\u00f1era evidencia esta rela\u00e7\u00e3o visceral, por interm\u00e9dio de sua aproxima\u00e7\u00e3o com o governo Trump e devotada &nbsp;submiss\u00e3o ao grande irm\u00e3o do Norte. \u00c9 simb\u00f3lica a percep\u00e7\u00e3o do mandat\u00e1rio chileno de que a bandeira de seu pa\u00eds se insere na bandeira norte-americana.<\/p>\n\n\n\n<p>A Col\u00f4mbia demonstra a mais s\u00f3lida parceria com os Estados Unidos desde o Plano Col\u00f4mbia, articulado no momento em que Hugo Ch\u00e1vez chegava ao poder na vizinha Venezuela. Cabe ressaltar que o pa\u00eds passa por momento delicado em fun\u00e7\u00e3o dos desacertos do processo de paz com os grupos guerrilheiros. Al\u00e9m do narcotr\u00e1fico, tema central para os Estados Unidos na regi\u00e3o, a Col\u00f4mbia foi, durante d\u00e9cadas, o maior ponto de instabilidade, viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos e refugiados internos, bem como consider\u00e1vel impacto regional de sua infind\u00e1vel crise.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro parceiro fundamental para os interesses dos EUA na regi\u00e3o, o Peru passa por uma esp\u00e9cie de segunda d\u00e9cada perdida. N\u00e3o bastasse a crise que assolou os pa\u00edses latino-americanos na d\u00e9cada de 1980, enquanto abriam caminho para o neoliberalismo e realizavam a transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, tivemos uma d\u00e9cada de retrocesso fujimorista e, agora, uma d\u00e9cada que finaliza marcada por profunda crise pol\u00edtica. Praticamente todos os ex-presidentes peruanos foram atingidos por esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o. Fujimori segue preso, Toledo est\u00e1 foragido nos EUA, al\u00e9m de uma ren\u00fancia presidencial, em 2018, e do suic\u00eddio do ex-presidente Alan Garc\u00eda, em 2019.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resist\u00eancia \u00e0 Onda Rosa<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Estes tr\u00eas pa\u00edses possuem papel fundamental no Grupo de Lima, principal suporte dos Estados Unidos na condu\u00e7\u00e3o regional da crise venezuelana. Tamb\u00e9m s\u00e3o pa\u00edses que logo convergiram com os governos de direita de Brasil (Bolsonaro em 2018) e Argentina (Macri em 2015), garantindo a amplia\u00e7\u00e3o do eixo neoliberal e o isolacionismo da Venezuela na regi\u00e3o. Em 2012, estes pa\u00edses foram os articuladores da Alian\u00e7a do Pac\u00edfico, junto ao M\u00e9xico, visando a um contraponto com a ALBA-TPC e a um retorno aos ditames da contestada ALCA, assassinada por Lula, Kirchner e Ch\u00e1vez em Mar del Plata, em 2005. Na atualidade, s\u00e3o entusiastas do rec\u00e9m-criado PROSUL, um bloco amorfo e fluido que representa a p\u00e1 de cal sobre a UNASUL, principal projeto da fase p\u00f3s-neoliberal integracionista na regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Peru, Col\u00f4mbia e Chile resistiram \u00e0&nbsp;<em>Onda Rosa<\/em>&nbsp;e foram os fi\u00e9is escudeiros dos EUA, principalmente das administra\u00e7\u00f5es republicanas, em rea\u00e7\u00e3o \u00e0s revolu\u00e7\u00f5es em curso nos pa\u00edses vizinhos. \u00c9 essencial compreender sua forma\u00e7\u00e3o sociopol\u00edtica, seu caminhar neoliberal, assim como seus processos de transi\u00e7\u00e3o e liberaliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica: caracter\u00edsticas de seus sistemas pol\u00edticos contempor\u00e2neos e quest\u00f5es determinantes para suas crises democr\u00e1ticas nos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, este convite \u00e0 leitura de&nbsp;<em>Sem Revolu\u00e7\u00f5es: os dilemas das democracias neoliberais andinas<\/em>&nbsp;para nos aventurarmos nesse debate crucial. Entre junho de 2019 e junho de 2020, haver\u00e1 uma s\u00e9rie de atividades, tais como palestras, oficinas e rodas de conversa sobre os temas abordados e correlatos ao livro, na UNILA (Foz do Igua\u00e7u) e em eventos acad\u00eamicos de \u00e2mbito nacional e internacional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Autora<\/strong>: Renata Peixoto de Oliveira.&nbsp;<strong>T\u00edtulo:<\/strong><em>&nbsp;Sem Revolu\u00e7\u00f5es: os dilemas das democracias neoliberais andinas<\/em>.&nbsp;<strong>Pref\u00e1cio:<\/strong>&nbsp;Godofredo Vidal de La Rosa (Universidad Aut\u00f3noma Metropolitana-M\u00e9xico).&nbsp;<strong>Editora:<\/strong>&nbsp;Appris.&nbsp;<strong>Ano de lan\u00e7amento<\/strong>: 2019.&nbsp;<strong>N\u00famero de p\u00e1ginas:<\/strong>&nbsp;117.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>* Sum\u00e1rio *<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o<br>1 A forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-social de nossas rep\u00fablicas andinas                                 2 O modelo chileno: entre enclaves democr\u00e1ticos e a manuten\u00e7\u00e3o do neoliberalismo                                                                                                            2.1 Os dilemas de uma longa transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica                                          2.2 Uma democracia que caminha para a desilus\u00e3o                                             3 O Sendero peruano rumo ao modelo de desenvolvimento neoliberal        3.1 Neoliberalismo e inser\u00e7\u00e3o internacional                                                             3.2 Obst\u00e1culos no caminho democr\u00e1tico                                                                 4 O terror, o neoliberalismo e os impasses democr\u00e1ticos colombianos         4.1 A din\u00e2mica pol\u00edtica colombiana                                                                       4.2 O plano neoliberal                                                                                                  5 Articula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas externas em torno de uma integra\u00e7\u00e3o neoliberal                        5.1 A falta de consenso: Pol\u00edticas Externas e Projetos de Integra\u00e7\u00e3o Regional           5.2 A resist\u00eancia neoliberal presente na estrat\u00e9gia da Alian\u00e7a do Pac\u00edfico<br>Conclus\u00f5es                                                                                                         Refer\u00eancias <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/alacip.org\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Sem-Revolu\u00e7\u00f5es.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-28532\" width=\"290\" height=\"387\" srcset=\"https:\/\/alacip.org\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Sem-Revolu\u00e7\u00f5es.jpg 240w, https:\/\/alacip.org\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Sem-Revolu\u00e7\u00f5es-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 290px) 100vw, 290px\" \/><\/figure><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informaciones en espa\u00f1ol: El livro es fruto de un proyeto de investigaci\u00f3n cadastrado en la UNILA (Brasil) y coordinado por la investigadora. 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