{"id":31519,"date":"2019-12-19T21:31:28","date_gmt":"2019-12-20T00:31:28","guid":{"rendered":"https:\/\/alacip.org\/?p=31519"},"modified":"2019-12-19T21:31:29","modified_gmt":"2019-12-20T00:31:29","slug":"nota-de-pesar-wanderley-guilherme-dos-santos-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alacip.org\/?p=31519","title":{"rendered":"Nota de pesar &#8211; Wanderley Guilherme dos Santos"},"content":{"rendered":"\n<p>Escriben Gl\u00e1ucio Soares y Christian Lynch sobre la trayectoria y obra del destacado acad\u00e9mico brasile\u00f1o. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"249\" height=\"202\" src=\"https:\/\/alacip.org\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/download-8.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-31520\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"> <strong>Wanderley em tonalidades agridoces\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Wanderley Guilherme dos Santos n\u00e3o era f\u00e1cil. Quando discordava, batia e batia pesado. Tomados pela emo\u00e7\u00e3o, poucos aproveitavam a cr\u00edtica, sempre dura, mas frequentemente correta.\u00a0Wanderley tinha o dom de ser conciso, de colocar em poucas palavras um pensamento complexo. Uma vez convers\u00e1vamos e concord\u00e1vamos a respeito do v\u00edcio das ci\u00eancias pol\u00edticas e sociais no Brasil de se concentrarem na produ\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos e de suas trajet\u00f3rias e n\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de ideias e teorias. Wanderley sintetizou: \u201cteorias do qu\u00ea e n\u00e3o terias de quem\u201d. Em oito palavras resumiu todo um debate espalhado por in\u00fameros artigos e livros. Oito palavras, que ainda inclu\u00edram uma recomenda\u00e7\u00e3o.Wanderley tinha pouca paci\u00eancia com os que tergivesavam. Em uma defesa de tese de doutorado, candidato e membros da banca entraram em um debate  que, como tantos debates, desenvolveu sua pr\u00f3pria l\u00f3gica, afastando o debate do tema da tese. Afirmavam e logo hesitavam. Impaciente, Wanderley interrompeu o debate e perguntou:\u201cO que tudo isso tem a ver com a tese?\u201d \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Ele mesmo respondeu: \u201cNada\u201d.Um jorro de \u00e1gua gelada nos egos que viam, medrosamente, no debate sem rumo apenas um afago cont\u00ednuo na sua vaidade.Ficou todo o mundo calado e a banca retomou a an\u00e1lise da tese.Para entender Wanderley \u00e9 necess\u00e1rio colocar no papel e na nossa mente uma orienta\u00e7\u00e3o que ele parece ter seguido, consistentemente: \u201cAmigos, amigos; colegas, colegas; debates \u00e0 parte\u201d.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           Em outra ocasi\u00e3o, Wanderley criticou um artigo que escrevi\u2026 em 1962, sobre alian\u00e7as e coliga\u00e7\u00f5es eleitorais. A cr\u00edtica veio mais de quarenta anos depois da publica\u00e7\u00e3o. Na mesma cr\u00edtica, bateu forte nos trabalhos de outro colega, muito amigo nosso, que tamb\u00e9m trabalhava no IESP. Ele ficou indignado e hostil. Queria responder. Conversamos e ficou claro que, se deix\u00e1ssemos a acidez \u00e0 parte, poder\u00edamos melhorar muito os trabalhos criticados analisando as cr\u00edticas de Wanderley, incorporando algumas. Ele, como Marcus Figueiredo, via \u00e2ngulos que poucos viam.Em outra ocasi\u00e3o, parti de uma semelhan\u00e7a espacial entre o voto de partidos conservadores pr\u00e9-1964 e a vota\u00e7\u00e3o recebida por Lula no segundo turno da elei\u00e7\u00e3o de 2006. Tive a infelicidade de usar um termo consagrado nas an\u00e1lises pr\u00e9-64, os votos dos \u00abgrot\u00f5es\u00bb.   Pronto! Wanderley, petista de primeira hora, botou no papel: \u201csomente a cabe\u00e7a de quem escreveu \u00e9 que pertence aos grot\u00f5es do pensamento pol\u00edtico etc.\u201d Teve a delicadeza de n\u00e3o mencionar o meu nome. Fim de briga, fim de papo?N\u00e3o.Repensando a correla\u00e7\u00e3o espacial, escrevi, juntamente com Sonia Terron, outro trabalho que recuperava o conceito de personalismo juntando-o ao de racionalidade. Muito melhor, diga-se de passagem, que a no\u00e7\u00e3o original que mereceu pancada do Wanderley.\u00a0 \u00a0 \u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o obstante, o mais importante que desejo transmitir n\u00e3o \u00e9 mostrar que as cr\u00edticas de Wanderley, \u00e1cidas como eram, eram contribui\u00e7\u00f5es para melhorar o texto criticado. Quero mostrar tonalidades menos conhecidas, mais suaves, de Wanderley. Uma vez, no escrit\u00f3rio dele, descobrimos que t\u00ednhamos uma admira\u00e7\u00e3o por Stephen Jay Gould. Eu tinha uma ressaltava a maneira como enfrentou o primeiro c\u00e2ncer, um mesotelioma do perit\u00f4neo. Um c\u00e2ncer letal. Dominou e venceu o c\u00e2ncer.  Por\u00e9m, vinte anos depois descobriu outro c\u00e2ncer, com m\u00faltiplas met\u00e1stases que o matou. Conversamos sobre o entendimento de modelos ca\u00f3ticos que a leitura de Gould proporcionava. E outros temas, relacionados com as cr\u00edticas de Gould ao racismo sutil de alguns pesquisadores. Ali vi Wanderley, o pesquisador entusiasmado, com curiosidade e tes\u00e3o para pesquisar, ingredientes indispens\u00e1veis para fazer da pesquisa inteligente o vetor de toda uma vida. Por essas virtudes, e outras, Wanderley foi quem foi.Nessa conversa, vi outra tonalidade de Wanderley. O amor de Gould pela vida, evidente em The Flamingo&#8217;s Smile, provocou um sorriso carinhoso em Wanderley.Tive o privil\u00e9gio de voltar a ver a face doce, humana, de Wanderley, mas n\u00e3o sei exatamente quando. Mais de dez anos depois. Estava no escrit\u00f3rio, olhando sorridente para o espa\u00e7o. Entrei e perguntei se estava bem (era \u00f3bvio que estava). Sem desviar o olhar, com os olhos levemente \u00famidos, disse: \u201dEstou muito feliz. Estou apaixonado.\u201d Sa\u00ed do seu escrit\u00f3rio levando a imagem daquele sorriso feliz.Foi a \u00faltima vez que o vi fora de um contexto de trabalho, de uma sala de aulas, de confer\u00eancias.Sorrindo, feliz, apaixonado. Apaixonado, n\u00e3o s\u00f3 naquele momento. Apaixonado por ideias, teorias, pol\u00edticas, gente, tudo.<br>GL\u00c1UCIO SOARES <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Wanderley Guilherme dos Santos\n(1935-2019).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Christian Edward Cyril Lynch<a href=\"#_ftn1\"><strong>[1]<\/strong><\/a>\ne Paulo Henrique Cassimiro<a href=\"#_ftn2\"><strong>[2]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ao\nrecordar a obra e o percurso intelectual do cientista pol\u00edtico Wanderley\nGuilherme dos Santos \u2013 falecido v\u00edtima de uma pneumonia no \u00faltimo dia 25 de\noutubro no Rio de Janeiro \u2013 a imprensa costuma referir-se \u00e0 sua \u201cprofecia\u201d sobre\no golpe de 64, \u201cQuem dar\u00e1 o Golpe no Brasil?\u201d, publicada em 1962, quando ele\nera chefe do departamento de filosofia do extinto Instituto Superior de Estudos\nBrasileiros (ISEB). O \u201cpanfleto\u201d (como Wanderley o chamava) vai muito al\u00e9m da\nintui\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica atribu\u00edda ao autor. Trata-se de um exemplo not\u00e1vel de\nan\u00e1lise da rela\u00e7\u00e3o entre as op\u00e7\u00f5es dos atores pol\u00edticos e a crescente impossibilidade\nde uma sa\u00edda da crise por via institucional: o golpe, na leitura de Wanderley,\nseria resultado da incapacidade das incipientes e fr\u00e1geis institui\u00e7\u00f5es\ndemocr\u00e1ticas de 1946 em encontrar uma solu\u00e7\u00e3o para a contradi\u00e7\u00e3o cada vez maior\nentre setores das elites dominantes e a amplia\u00e7\u00e3o das demandas populares por\ncidadania. O golpe, que viria dois anos, levaria Wanderley e os colegas \u00e0\naposentadoria compuls\u00f3ria com o imediato fechamento do ISEB pelo regime\nmilitar. <\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s\ndois anos de dificuldades, Wanderley passou a integrar o projeto de C\u00e2ndido\nMendes para recriar uma institui\u00e7\u00e3o \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a do extinto ISEB, incorporando,\npor\u00e9m, o instrumental cient\u00edfico-metodol\u00f3gico das ci\u00eancias sociais\nnorte-americanas. Destinado a formar intelectuais p\u00fablicos, que legitimassem\nsua atua\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, cientificamente, nasceu o antigo Instituto Universit\u00e1rio de\nPesquisas do Rio de Janeiro, o IUPERJ. Com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o Ford, Wanderley\npartiria em 1967 para Stanford, compondo a primeira gera\u00e7\u00e3o de cientistas pol\u00edticos\nbrasileiros. Quatro anos depois, ele retornaria para assumir a dire\u00e7\u00e3o do\nIUPERJ para dar in\u00edcio o seu mais importante legado institucional: formar\ndiversas gera\u00e7\u00f5es de cientistas e participar das mais importantes iniciativas\nde consolida\u00e7\u00e3o de pesquisa e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o no Brasil, como a cria\u00e7\u00e3o da\nAssocia\u00e7\u00e3o Nacional de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa em Ci\u00eancias Sociais (ANPOCS),\nfundada em 1977 numa articula\u00e7\u00e3o liderada por ele e Fernando Henrique Cardoso.<\/p>\n\n\n\n<p>A\nobra de Wanderley, espalhada em cerca de 40 livros e dezenas de outros artigos,\npercorre uma diversidade crescente de temas e problemas. Ainda no per\u00edodo do\nISEB, ele iniciaria sua c\u00e9lebre pesquisa sobre o pensamento pol\u00edtico brasileiro\n\u2013 <em>A imagina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica brasileira<\/em> -,\nmapeando as diferentes tradi\u00e7\u00f5es e interpreta\u00e7\u00f5es sobre a realidade nacional e\nsuas concep\u00e7\u00f5es de Estado, de desenvolvimento, de institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e\noutros temas centrais. Nesses estudos, j\u00e1 se anunciava o problema central de\nsua obra: a interpreta\u00e7\u00e3o da acidentada trajet\u00f3ria brasileira rumo \u00e0 constru\u00e7\u00e3o\nde uma sociedade democr\u00e1tica. Nessa tarefa, Wanderley ousou pensar alto,\ndialogando com os grandes expoentes da ci\u00eancia social estrangeira, sem qualquer\ncomplexo de inferioridade, coisa rara na academia latino-americana. Nesse\nsentido, uma de suas maiores fa\u00e7anhas foi equilibrar a an\u00e1lise cient\u00edfica,\ndescritiva, com a defesa da democracia, normativa. Convicto de que n\u00e3o era\nposs\u00edvel democracia sem Estado de direito, ele advogava o liberalismo pol\u00edtico\nidentificado com o sistema representativo e partid\u00e1rio, condenando modelos de\ndemocracia plebiscit\u00e1ria. Por outro lado, coerente com suas convic\u00e7\u00f5es\nprogressistas, Wanderley acreditava que a democracia precisava ser alargada e\nque s\u00f3 um regime de corte socialdemocrata poderia reduzir as desigualdades\nsociais que limitavam a sua pot\u00eancia. Por isso ele sempre se manteve fiel a uma\norienta\u00e7\u00e3o nacionalista que rejeitava como elitista a vers\u00e3o hegem\u00f4nica do\nliberalismo que pregava o Estado m\u00ednimo.<\/p>\n\n\n\n<p>O\ntema da democracia e das condi\u00e7\u00f5es de sua possibilidade levou Wanderley a uma\nbusca por novos instrumentos te\u00f3ricos e emp\u00edricos. Suas obras se tornaram\ncentrais para a interpreta\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia democr\u00e1tica brasileira. Em 1979,\nem <em>Cidadania e Justi\u00e7a,<\/em> Wanderley\nexplorou a rela\u00e7\u00e3o complexa entre a conquista dos direitos sociais e o papel\ncentral do Estado na constru\u00e7\u00e3o de um modelo de \u201ccidadania regulada\u201d. Poucos\nanos depois, em <em>1964: anatomia da crise<\/em>\n(republicada em vers\u00e3o revista e aumentada com o t\u00edtulo <em>O c\u00e1lculo do conflito<\/em>), Wanderley inventou o conceito de paralisia\ndecis\u00f3ria para entender como o sistema pol\u00edtico da Rep\u00fablica de 46 tornou-se\nincapaz de responder a um cen\u00e1rio crescente de fragmenta\u00e7\u00e3o e radicaliza\u00e7\u00e3o\npol\u00edtica. No contexto de expans\u00e3o da ideia neoliberal do mercado como centro da\nvida social, Wanderley publicou <em>Paradoxos\ndo Liberalismo<\/em> (1988), um esfor\u00e7o te\u00f3rico para entender a rela\u00e7\u00e3o complexa\nentre pol\u00edtica, Estado e mercado na constru\u00e7\u00e3o da democracia. Quatro anos\ndepois, em <em>Raz\u00f5es da Desordem<\/em>, ele\nestudava a persistente incapacidade brasileira em conciliar estabilidade\npol\u00edtica, consolida\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e amplia\u00e7\u00e3o da cidadania. O mesmo tema\nreaparece em 2006, em <em>O ex-Leviat\u00e3\nbrasileiro: do voto disperso ao clientelismo concentrado<\/em>, dessa vez focando\nno processo de transforma\u00e7\u00e3o nas capacidades de a\u00e7\u00e3o do Estado brasileiro e no\ndesmentido cabal \u00e0s teses de que associavam o tamanho do Estado ao seu car\u00e1ter\nsupostamente patrimonial. Em seu \u00faltimo livro, <em>A democracia impedida: o Brasil no s\u00e9culo XXI<\/em> (2017), Wanderley analisou\nas raz\u00f5es da instabilidade pol\u00edtica e as circunst\u00e2ncias que levaram \u00e0 cassa\u00e7\u00e3o\ndo mandato de Dilma Rousseff, inventando o conceito de \u201cgolpe parlamentar\u201d.\nNesse sentido, ele conseguiu a proeza de ser um dos \u00faltimos \u201cint\u00e9rpretes do\nBrasil\u201d de cunho ensa\u00edstico e o primeiro de seus cientistas pol\u00edticos, no\nsentido moderno da express\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A\ncarreira intelectual de Wanderley Guilherme foi marcada por uma rebeldia \u00e0s\nideias feitas, pelo rigor cient\u00edfico e pelo compromisso com a democracia. Incomodavam-no\nas teses e interpreta\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas consolidadas, tornadas lugares-comuns, e a\nincapacidade crescente das ci\u00eancias sociais em compreender as mudan\u00e7as\ncontempor\u00e2neas. Neste sentido, seu g\u00eanio sempre o obrigou a posicionar-se na\nvanguarda, desenvolvendo teorias que entendessem a totalidade do processo\nsocial e que lhe permitissem, posteriormente, aplica\u00e7\u00f5es mais t\u00f3picas para\nfen\u00f4menos mais localizados. Seu \u00faltimo curso ministrado no Instituto de Estudos\nSociais e Pol\u00edticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ),\ndenominado <em>Introdu\u00e7\u00e3o ao s\u00e9culo XXI<\/em>, buscava\nentender a crise da democracia contempor\u00e2nea a partir do que ele chamou de \u201cfim\nda sociedade industrial\u201d, que daria origem a uma \u201csociedade intransitiva\u201d, novo\nconceito por ele inventado para descrever o mundo social do futuro. Ele\nexaminava uma literatura que explorava n\u00e3o s\u00f3 a ci\u00eancia pol\u00edtica, mas campos e\ntemas diversos como a engenharia rob\u00f3tica, a demografia, o estudo das\ntransforma\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas nos modos de produ\u00e7\u00e3o, a inform\u00e1tica e a sociedade da\ninforma\u00e7\u00e3o. Wanderley, que vivia intensamente sua vida intelectual, lecionou\nat\u00e9 a v\u00e9spera de sua morte. Ele deixou tr\u00eas filhos, tr\u00eas netos, dezenas de\namigos e centenas de alunos. Embora tamb\u00e9m tenha deixado a ci\u00eancia pol\u00edtica\nbrasileira sem seu maior e mais importante desbravador, legou o exemplo de um\nintelectual que buscou compreender as dificuldades te\u00f3ricas e emp\u00edricas da\ndemocracia brasileira, sem nela jamais perder sua f\u00e9. Exemplo a ser seguido\npelas gera\u00e7\u00f5es atuais.<br><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Professor do Instituto de Estudos\nSociais e Pol\u00edticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ).\nPesquisador da Funda\u00e7\u00e3o Casa de Rui Barbosa. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> Professor do Departamento de Ci\u00eancia Pol\u00edtica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (DCP-UERJ). <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-file\"><a href=\"https:\/\/alacip.org\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/WGS-ALACIP.docx\">WGS-ALACIP<\/a><a href=\"https:\/\/alacip.org\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/WGS-ALACIP.docx\" class=\"wp-block-file__button\" download>Descarga<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escriben Gl\u00e1ucio Soares y Christian Lynch sobre la trayectoria y obra del destacado acad\u00e9mico brasile\u00f1o. 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