{"id":39599,"date":"2021-02-11T17:05:50","date_gmt":"2021-02-11T20:05:50","guid":{"rendered":"https:\/\/alacip.org\/?p=39599"},"modified":"2021-02-19T15:29:43","modified_gmt":"2021-02-19T18:29:43","slug":"convocatoria-de-artigos-para-o-dossie-mercosul-da-oikos-revista-de-economia-politica-internacional-universidade-federal-do-rio-de-janeiro-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alacip.org\/?p=39599","title":{"rendered":"Convocat\u00f3ria de artigos para o Dossi\u00ea \u00abMercosul\u00bb da OIKOS &#8211; Revista de Economia Pol\u00edtica Internacional (Universidade Federal do Rio de Janeiro; Brasil)"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"472\" height=\"120\" src=\"https:\/\/alacip.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Oikos-logo-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-39600\" srcset=\"https:\/\/alacip.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Oikos-logo-1.png 472w, https:\/\/alacip.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Oikos-logo-1-300x76.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 472px) 100vw, 472px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/alacip.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/PEPI-Logo.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-39601\" width=\"250\" height=\"226\" srcset=\"https:\/\/alacip.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/PEPI-Logo.png 397w, https:\/\/alacip.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/PEPI-Logo-300x271.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Dossi\u00ea: 30 anos do Mercosul<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Organizadores\/as:<br>Roberto Goulart Menezes (UnB), Karina Mariano (Unesp) e Raphael Padula (UFRJ)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Mercado Comum do Sul (Mercosul) conformou um novo subsistema regional. Criado em 26 de mar\u00e7o de 1991 pelo Tratado de Assun\u00e7\u00e3o, ele representou uma rea\u00e7\u00e3o criativa do Brasil, da Argentina, do Paraguai e do Uruguai \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas em curso desde meados da d\u00e9cada de 1980 no capitalismo hist\u00f3rico. No momento de sua cria\u00e7\u00e3o, dois fatores foram decisivos: no plano geopol\u00edtico, a Iniciativa para as Am\u00e9ricas, lan\u00e7ada em junho de 1990 pelo executivo dos Estados Unidos; e no plano geoecon\u00f4mico, o aprofundamento da \u201csegunda onda do regionalismo\u00bb.<br>O Mercosul inovou em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s tentativas anteriores de integra\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o ao ser pensado como espa\u00e7o para a formula\u00e7\u00e3o de novas estrat\u00e9gias de desenvolvimento, instituiu uma Tarifa Externa Comum e dotou-se de uma personalidade jur\u00eddica internacional, permitindo aos seus integrantes realizarem discuss\u00f5es conjuntas nos f\u00f3runs internacionais. Nessas tr\u00eas d\u00e9cadas, o Mercosul tornou-se um dos principais processos de integra\u00e7\u00e3o regional da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p>As sucessivas crises econ\u00f4micas ao longo dos anos 1990 (M\u00e9xico, \u00c1sia, R\u00fassia, Brasil, Argentina) debilitaram as rela\u00e7\u00f5es entre os s\u00f3cios do Mercosul. Em sua primeira d\u00e9cada de exist\u00eancia, o ano de 1999 pode ser considerado um dos mais cr\u00edticos para o acordo regional devido a abrupta desvaloriza\u00e7\u00e3o do real. Temendo uma avalanche de produtos brasileiros, o governo argentino recorreu a mecanismos protecionistas, violando assim parte do acordo que instituiu o Mercosul. A situa\u00e7\u00e3o piorou para o acordo regional quando a Argentina entrou em profunda crise econ\u00f4mica e social, durante o curto governo do presidente Fernando de la Rua em 2000.<br>A segunda d\u00e9cada do Mercosul transcorreu em grande parte sob os governos da chamada onda progressista e dos primeiros anos do super ciclo das commodities. As expectativas eram de que o processo de integra\u00e7\u00e3o pudesse avan\u00e7ar uma vez que as pol\u00edticas externas desses governos, sobretudo, do Brasil e Argentina, sublinhavam a import\u00e2ncia de se fortalecer a integra\u00e7\u00e3o regional para al\u00e9m da dimens\u00e3o econ\u00f4mica-comercial. Foi nesse per\u00edodo que se instituiu o Fundo de Converg\u00eancia Estrutural do Mercosul (FOCEM), para mitigar as assimetrias; lan\u00e7ou-se as bases para a participa\u00e7\u00e3o social e o regionalismo aberto perdeu impulso, entre outros. No entanto, considerando os objetivos do Tratado de Assun\u00e7\u00e3o (1991), tais como a coordena\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas macroecon\u00f4micas, a livre circula\u00e7\u00e3o de capitais, pessoas e mercadorias, a agenda do Mercosul avan\u00e7ou pouco nesses compromissos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a crise de 2008, a presen\u00e7a chinesa ampliou-se na regi\u00e3o e os Estados Unidos sob a lideran\u00e7a de Barack Obama engajaram-se em dois mega-acordos (TPP e TPIP). Em 2011 foi criada a Alian\u00e7a do Pac\u00edfico e em 2014 a crise econ\u00f4mica abateu-se sobre as principais economias da regi\u00e3o. Com a elei\u00e7\u00e3o de Mauricio Macri em 2015 na Argentina e a elei\u00e7\u00e3o de Bolsonaro no Brasil em 2018, a agenda neoliberal se fortaleceu. Ambos governos passaram a apostar na finaliza\u00e7\u00e3o do acordo com a Uni\u00e3o Europeia como meio para projetar suas pol\u00edticas internas. O Brasil, ao buscar o alinhamento com os Estados Unidos, acabou por relegar o processo de integra\u00e7\u00e3o a um lugar menor em sua agenda externa.<br>Ao completar trinta anos, o balan\u00e7o do Mercosul \u00e9 positivo. No entanto, o desencontro entre as pol\u00edticas externas dos seus pa\u00edses gera impasses na agenda do acordo regional e conflitos entre os seus membros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Recomenda-se os seguintes temas<\/strong>:<br>&#8211; Teorias de integra\u00e7\u00e3o regional e a experi\u00eancia do Mercosul<br>&#8211; A institucionalidade do Mercosul<br>&#8211; Os acordos extrarregionais do Mercosul.<br>&#8211; A presen\u00e7a da China na Am\u00e9rica do Sul e o Mercosul<br>&#8211; A estrat\u00e9gia da pol\u00edtica comercial dos Estados Unidos para a regi\u00e3o e o Mercosul<br>&#8211; As pol\u00edticas sociais no Mercosul<br>&#8211; A participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil no processo de integra\u00e7\u00e3o<br>&#8211; O Mercosul e os demais processos de integra\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina<br>&#8211; As pol\u00edticas dom\u00e9sticas e seus impactos no processo de integra\u00e7\u00e3o<br>&#8211; Pol\u00edtica externa e integra\u00e7\u00e3o regional<br>&#8211; Regionalismo comparado<br>&#8211; Democracia e integra\u00e7\u00e3o regional<br>&#8211; A agenda ambiental no Mercosul<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Propostas de trabalho devem ser submetidas at\u00e9 31 de agosto de 2021 pelo site da revista Oikos<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.revistaoikos.org\/seer\/index.php\/oikos\/about\/submissions#onlineSubmissions\">https:\/\/www.revistaoikos.org\/seer\/index.php\/oikos\/about\/submissions#onlineSubmissions<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Instru\u00e7\u00f5es para autores<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.revistaoikos.org\/seer\/index.php\/oikos\/about\/submissions#authorGuidelines\" target=\"_blank\">https:\/\/www.revistaoikos.org\/seer\/index.php\/oikos\/about\/submissions#authorGuidelines<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dossi\u00ea: 30 anos do Mercosul Organizadores\/as:Roberto Goulart Menezes (UnB), Karina Mariano (Unesp) e Raphael Padula (UFRJ) O Mercado Comum do Sul (Mercosul) conformou um novo subsistema regional. 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