{"id":40701,"date":"2021-05-30T15:30:05","date_gmt":"2021-05-30T18:30:05","guid":{"rendered":"https:\/\/alacip.org\/?p=40701"},"modified":"2021-05-30T15:30:07","modified_gmt":"2021-05-30T18:30:07","slug":"chamada-de-artigos-para-o-dossie-olhar-o-sol-e-a-morte-reflexoes-das-ciencias-sociais-sobre-a-pandemia-de-covid-19-no-brasil-revista-teoria-cultura-universidade-federal-de-juiz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alacip.org\/?p=40701","title":{"rendered":"Chamada de artigos para o Dossi\u00ea \u201cOlhar o sol e a morte: reflex\u00f5es das Ci\u00eancias Sociais sobre a pandemia de Covid-19 no Brasil\u201d &#8211; Revista Teoria &#038; Cultura (Universidade Federal de Juiz de Fora)"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/alacip.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/TeC-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-40702\" srcset=\"https:\/\/alacip.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/TeC-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/alacip.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/TeC-300x300.jpg 300w, https:\/\/alacip.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/TeC-150x150.jpg 150w, https:\/\/alacip.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/TeC-768x768.jpg 768w, https:\/\/alacip.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/TeC-1536x1536.jpg 1536w, https:\/\/alacip.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/TeC-2048x2048.jpg 2048w, https:\/\/alacip.org\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/TeC-600x600.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Dossi\u00ea<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cOlhar o sol e a morte: reflex\u00f5es das Ci\u00eancias Sociais sobre a pandemia de Covid-19 no Brasil\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Organizadores:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Profa. Dra. Marta Mendes da Rocha \u2013 Universidade Federal de Juiz de Fora<\/p>\n\n\n\n<p>Prof. Dr. Leonardo Barros Soares \u2013 Universidade Federal do Par\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p>Profa. Dra. Lilian Leite Chaves \u2013 Universidade Federal de Roraima<\/p>\n\n\n\n<p>O pensador franc\u00eas La Rochefoucauld certa vez afirmou que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel olhar de frente nem o sol nem a morte. O motivo, depreende-se, \u00e9 que a vis\u00e3o de ambos, sem media\u00e7\u00f5es, nos causa danos indel\u00e9veis. No entanto, desde o in\u00edcio da pandemia de Covid-19 no Brasil, temos convivido diariamente com as cifras macabras de mortos em todo o pa\u00eds. Temos sido for\u00e7ados, cotidianamente, a encarar de perto a morte de nossos familiares, amigos, colegas de trabalho e mesmo o medo de nossa pr\u00f3pria finitude.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em um momento em que completamos um ano e dois meses do registro do primeiro caso de Covid-19 no Brasil, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel sentir os in\u00fameros impactos que a pandemia acarretou nas mais diversas esferas da vida. O Brasil possui 3% da popula\u00e7\u00e3o mundial, mas, apesar disso, concentra um ter\u00e7o das mortes di\u00e1rias por Covid no mundo. Com cerca de 4 mil mortes di\u00e1rias e um processo lento de vacina\u00e7\u00e3o, o pa\u00eds conta com a pior gest\u00e3o da pandemia em todo o mundo. No final de abril, segundo registros oficiais, contabilizava-se mais de 14 milh\u00f5es de infectados e 380 mil mortes por Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>Os impactos da crise sanit\u00e1ria j\u00e1 se fazem sentir de forma dram\u00e1tica e se expressam no aumento do desemprego, da informalidade, da pobreza, da desigualdade e do agravamento das condi\u00e7\u00f5es de vida de grupos que, antes da emerg\u00eancia, j\u00e1 se encontravam em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social. Isso se aplica aos trabalhadores de modo geral, mas especialmente aos informais e em condi\u00e7\u00f5es de trabalho precarizado, e afeta particularmente negros, mulheres e ind\u00edgenas. Em 2020 o pa\u00eds registrou uma queda de 4,1% do PIB, o pior resultado em 21 anos. Soma-se a esse cen\u00e1rio a crise pol\u00edtica e institucional vivida pelo pa\u00eds e que compromete decisivamente as a\u00e7\u00f5es de resposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Como destacado em in\u00fameras an\u00e1lises, a resposta governamental \u00e0 pandemia tem sido liderada pelos governos subnacionais diante das omiss\u00f5es do governo federal. A postura negacionista do presidente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s proposi\u00e7\u00f5es de especialistas da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, os constantes ataques \u00e0 comunidade cient\u00edfica e \u00e0 m\u00eddia, a postura de conflito em rela\u00e7\u00e3o aos governadores e prefeitos, o descumprimento das normas sanit\u00e1rias e a promo\u00e7\u00e3o de terapias sem comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, contribu\u00edram de forma inequ\u00edvoca para limitar o \u00eaxito das a\u00e7\u00f5es de resposta que se caracterizam pela descoordena\u00e7\u00e3o e inconsist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste cen\u00e1rio, cidad\u00e3os e grupos sociais t\u00eam desempenhado um papel de relevo ao buscar estrat\u00e9gias para minimizar o impacto da crise sanit\u00e1ria e, ao mesmo tempo, pressionar os agentes p\u00fablicos por medidas eficazes para a conten\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. Entre estes grupos destaca-se a comunidade cient\u00edfica e acad\u00eamica que, desde o in\u00edcio da pandemia, tem se dedicado \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas e estudos sobre o tema, oferecendo uma contribui\u00e7\u00e3o central para a compreens\u00e3o de nossa realidade e para subsidiar o processo de tomada de decis\u00f5es pelos agentes p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>O presente dossi\u00ea tem como objetivo reunir trabalhos acad\u00eamicos sobre a pandemia de Covid-19 no Brasil a partir da perspectiva das tr\u00eas \u00e1reas das Ci\u00eancias Sociais \u2013 Sociologia, Antropologia e Ci\u00eancia Pol\u00edtica, al\u00e9m daquelas do campo de Pol\u00edticas P\u00fablicas. Neste sentido, ser\u00e3o bem-vindos artigos que abordem a pandemia e seus m\u00faltiplos efeitos sobre a sociedade e a pol\u00edtica brasileira, preferencialmente que sejam resultado de pesquisa emp\u00edrica, e que versem sobre problemas\/temas como:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>As respostas governamentais \u00e0 crise sanit\u00e1ria e seus efeitos pol\u00edticos e institucionais nas tr\u00eas esferas de governo; o papel do Executivo, do Legislativo e do Judici\u00e1rio; efeitos sobre o Sistema \u00danico de Sa\u00fade; o papel das m\u00eddias e das redes sociais na constru\u00e7\u00e3o de narrativas sobre a pandemia; o papel dos militares;<\/li><li>Os efeitos da crise sobre a educa\u00e7\u00e3o e reflex\u00f5es sobre o ensino remoto; desemprego, precariza\u00e7\u00e3o, desigualdade, pobreza e inseguran\u00e7a alimentar; mudan\u00e7as nas l\u00f3gicas e din\u00e2micas do trabalho;<\/li><li>Retrocessos no campo dos direitos de popula\u00e7\u00f5es historicamente subalternizadas; impactos sobre as popula\u00e7\u00f5es do campo, trabalhadores rurais, ribeirinhos e quilombolas; impactos sobre a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena; a pandemia na perspectiva ind\u00edgena; a pandemia e a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria; a pandemia na perspectiva de g\u00eanero: viol\u00eancia dom\u00e9stica, sobrecarga de trabalho, os impactos sobre as mulheres negras;<\/li><li>Efeitos da pandemia sobre grupos sociais espec\u00edficos, tais como o impacto do isolamento sobre jovens e idosos; consequ\u00eancias para a sa\u00fade mental; e reflex\u00f5es sobre o cotidiano na quarentena;<\/li><li>A atua\u00e7\u00e3o e o comportamento de grupos sociais organizados durante a pandemia, incluindo a pr\u00f3pria comunidade cient\u00edfica, assim como categorias profissionais como os m\u00e9dicos e suas respectivas entidades representantivas, e os profissionais da linha de frente do combate \u00e0 Covid.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>As constribui\u00e7\u00f5es dever\u00e3o ser redigidas EM PORTUGU\u00caS.<\/p>\n\n\n\n<p>Prazo para recebimento dos trabalhos:&nbsp;<strong>15 de junho de 2021.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As submiss\u00f5es dever\u00e3o ser feitas pelo sistema da Revista Teoria e Cultura onde tamb\u00e9m podem ser encontradas as instru\u00e7\u00f5es para prepara\u00e7\u00e3o dos textos:&nbsp;<a href=\"https:\/\/periodicos.ufjf.br\/index.php\/TeoriaeCultura\/about\/submissions\">https:\/\/periodicos.ufjf.br\/index.php\/TeoriaeCultura\/about\/submissions<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Os artigos submetidos passar\u00e3o por uma primeira avalia\u00e7\u00e3o dos organizadores para verificar sua adequa\u00e7\u00e3o \u00e0 chamada (desk review) e em seguida ser\u00e3o encaminhados para a avalia\u00e7\u00e3o por pares (blind review).<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Sobre a Revista<\/h1>\n\n\n\n<p><strong>OBJETIVOS DA REVISTA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Teoria e Cultura&nbsp;<\/strong>\u00e9 uma publica\u00e7\u00e3o semestral do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Sociais da Universidade Federal de Juiz de Fora, destinada \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o de textos na \u00e1rea de Ci\u00eancias Sociais (antropologia, ci\u00eancia pol\u00edtica e sociologia), estimulando o debate cient\u00edfico-acad\u00eamico. O projeto editorial contempla artigos cient\u00edficos, verbetes, ensaios, resenhas, entrevistas, fotografias e tradu\u00e7\u00f5es de textos da \u00e1rea de ci\u00eancias sociais. A revista publica predominantemente em portugu\u00eas e \u00e9 aberta a outras l\u00ednguas, havendo justificativa editorial. A revista est\u00e1 classificada, de acordo com a atual avalia\u00e7\u00e3o da CAPES, como QUALIS B2 em Sociologia. Todos os artigos cient\u00edficos publicados em Teoria e Cultura est\u00e3o licenciados sob a Licen\u00e7a Creative Commons (CC BY 4.0; Attribution 4.0 international )&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dossi\u00ea \u201cOlhar o sol e a morte: reflex\u00f5es das Ci\u00eancias Sociais sobre a pandemia de Covid-19 no Brasil\u201d Organizadores: Profa. Dra. Marta Mendes da Rocha \u2013 Universidade Federal de Juiz de Fora Prof. Dr. Leonardo Barros Soares \u2013 Universidade Federal do Par\u00e1 Profa. Dra. 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